No dia 02 de Setembro de 2025, ocorreu no bosquinho da UFPA, a 1ª Feijoada da Vovó Surrupira. Abaixo encontra-se a programação e fotos de alguns dos principais momentos deste encontro.





No dia 02 de Setembro de 2025, ocorreu no bosquinho da UFPA, a 1ª Feijoada da Vovó Surrupira. Abaixo encontra-se a programação e fotos de alguns dos principais momentos deste encontro.





23º Semana Nacional de Museus
“O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”.
Minicurso de Extensão
Museologia, Educação Popular e Pensamento Freireano:
esperançando comunidades, trajetórias e futuros em transformação
Inscrições: https://forms.gle/pFosmyvt3RNms1k68
Trazer Paulo Freire à conversa
com a museologia e a sociedade, em geral, evoca o melhor de uma
intelectualidade orgânica, nascida nos quintais das práticas populares, da arte
de educar-nos coletivamente, com o mundo. Na presente data, com aproximadamente
um milhão, cento e quarenta mil (1.140.000 ) citações no Google acadêmico, o
educador Paulo Freire extrapola os formalismos da apresentação e, a própria
área da pedagogia, em seu sentido stricto.
Propostas socioculturais que se prezem dialogam com seus pensamentos,
particularmente, por meio do livro Pedagogia do Oprimido, sendo o terceiro pensador
mais citado, conforme a Nexo Jornal (2016).
Mesmo após
seu centenário de vida (2021), os desafios da sociedade brasileira estão longe
de serem sanados. Os embates sobre o direito dos trabalhadores à redução da sua
escala de trabalho, e, a diversidade transformada em desigualdade ganha
instrumentos de luta social, ao mesmo passo que, o neoconservadorismo avança no
país e, fora dele. Neste sentido, o contexto de produção da obra freireana,
ainda que, historicamente outro, permanece atualíssimo e, constitui-se uma
referência para o campo da museologia social, da psicologia social e, da
educação popular.
O
pensamento freireano nos é caro, justamente, por indicar-nos caminhos
alicerçados coletivamente em nossa terra, nos saberes da nossa gente. Amparados,
igualmente, no diálogo - um caminho
bastante cansativo, em tempos de extremos -, mas necessário a todos, enquanto
sociedade. Deste modo, uma museologia que se lance para o futuro, precisa
realizar-se com as comunidades; educando-se junto e, não
sobre estas; sobretudo, construindo uma relação outra com o mundo.
As influências sobre o
pensamento de Paulo Freire, as repercussões de sua atuação no Brasil e no
exterior lança-nos o desafio de compreendê-lo, interpretá-lo e, ainda,
vivenciar o seu legado nas práticas sociais às quais nos dedicamos. Um ponto
relevante do debate, está na busca por não o reduzir a apenas uma esfera, qual
seja: da pedagogia ou de outras áreas acadêmicas; de uma educação para si ou
para o mundo; da ação política ou intelectual. Tais binômios não correspondem e
esvaziam a proposta dialética do pensamento freireano, dada sua recusa, tanto ao
academicismo, quanto às práticas espontaneístas de intervenção na realidade.
É no
sentido de construir coletivamente o diálogo fundamentado das relações entre
museologia e educação com a obra freireana que se propõe para a 23ª Semana
Nacional de Museus, a realização do curso Museologia, Educação Popular e Pensamento
Freireano: esperançando comunidades, trajetórias e futuros em transformação.
1 –
12/05/2025 – 18h- 21h
Influências epistemológicas na
obra de Paulo Freire e a Museologia Social: Processos Museais Amazônicos
Prof. do PPGCITE/UFPA e PPGSE/UFPA Dr. Diogo Jorge Melo (Coordenador do
Museu Virtual Surrupira-UFPA);
Profa. Doutoranda do
PPGEDU/PUC-Rio Lidiane da Costa Monteiro (DedTec/PUC-Rio)
Tecnologista Dra. Lúcia das Graças Santana da Silva (Museu Paraense Emílio
Goeldi)
Este encontro tem por objetivo apresentar a proposta do minicurso
idealizado pelo Museu Virtual Surrupira das Encantarias Amazônicas; seguindo-se
à contextualização histórico-epistemológica dos fundamentos da obra freireana
e, sua articulação com os processos museais da Museologia Social.
2 - 13/05/2025
– 18h - 21h
Experiências
e influências do pensamento freireano na educação popular, nas comunidades,
museus e cidades;
2.1 – Experiências e influências na
Educação Popular – um caso na cidade do Rio de Janeiro;
Prof. Dr. Renato
Pontes Costa (GEPEJA/PUC-Rio)
2.2 – Experiências e influências em museus comunitários – um caso na cidade do
Rio de Janeiro;
Profa. Drª Silvilene
Barros Ribeiro Morais (Grupo de Pesquisa em Museologia Experimental – UNIRIO)
2.3 – Experiências e influências freireanas na cidade de Belém, no Pará;
Educadora Social Naraguassu
da Costa Pureza
Museóloga Mestranda
do PPGCITE/UFPA
Ana Cristina Silva Souza (Museu Virtual Surrupira - UFPA)
Esta mesa visa
refletir a partir de três (3) experiências, caminhos trilhados sob a influência
de Paulo Freire e sua obra, por intermédio da práxis no âmbito da formação humana, das instituições e cidades.
Mestrando PPGCITE/UFPA Lucas Bernardo Barroso (Museu Virtual
Surrupira - UFPA)
Prof. mestrando PPGCITE/UFPA Maciel Ferreira Rodrigues (Museu
Virtual Surrupira - UFPA)
Museólogo e mestrando PPGCITE/UFPA Ramon
Augusto Teobaldo Alcântara (Museu Virtual Surrupira - UFPA)
Cientista da Religião/UEPA, graduando em Museologia e bolsista PIBIC –
UFPA, Marcelo Coelho Campos (Museu Virtual Surrupira - UFPA)
MONTESANTI, Beatriz. Paulo Freire é o terceiro pensador mais citado em trabalhos
pelo mundo. Nexo Jornal. 04 de junho
de 2016 (atualizado 28/12/2023 às 12h19). Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/06/04/paulo-freire-e-o-terceiro-pensador-mais-citado-em-trabalhos-pelo-mundo Acesso em:
10 abr. 2025.
MORAIS, Silvilene de Barros Ribeiro. Inclusão em
Museus: conceitos, trajetórias e
práticas. Tese (doutorado) Programa de Pós-graduação em Museologia e
Patrimônio. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO; Museu de
Astronomia e Ciências Afins – MAST. Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://www.unirio.br/cla/ppg-pmus/copy_of_silvilene_barros_ribeiro_morais.pdf
RAMOS, Francisco Régis Lopes. Objeto Gerador: Considerações sobre o
museu e a cultura material no ensino de história. Revista Historiar, Vol. 08, N. 14, 1 sem, p.
70-93. Ano 2016.